Mobile site ou aplicativo – que caminho seguir com as estratégias da minha empresa?

Se você está no mercado de tecnologia e mobile, certamente já ouviu amigos ou profissionais fazerem essa pergunta do título algumas vezes, certo? É uma questão um tanto quanto comum para muita gente, e é preciso ter cuidado na resposta. Até mesmo porque não há uma resposta correta.

Já fui questionado por empresários e por algumas agências digitais sobre que caminho seguir para obter o melhor resultado com a estratégia mobile do cliente ou de sua empresa, e a minha primeira resposta para todas as perguntas foi: depende. E depende de uma série de variáveis: do objetivo, do budget, depende do alcance que se quer ter, da experiência que você quer levar ao usuário/cliente, enfim, de muitas variáveis.
A minha ideia com este artigo é esclarecer alguns pontos básicos – mas essenciais – para que você possa tornar claro não só o seu objetivo (essencial para dar o primeiro passo) com a plataforma mobile, mas também tornar claro o caminho a seguir e solidificar a estratégia, obtendo os melhores resultados.


Antes de mostrar isso, eu gosto de ter um ponto zero em qualquer conversa sobre a plataforma mobile: para ter sucesso, não pense apenas em tecnologia, pense primeiro nas pessoas.
Essa afirmativa é o primeiro passo pra poder entender e planejar o impacto que o seu projeto pode ter no dia a dia do seu público. É aí que está o pulo do gato. Não está na tecnologia em si, no modo de compartilhamento de uma informação ou na leitura de um código (logicamente há os pontos fora da curva), está no modo com que seu público usa essa tecnologia, ou como você pretende inseri-la no dia a dia dele.
São pessoas que usam os aparelhos móveis, e são elas que “decidirão” se o seu projeto vai dar certo ou não. Então, meu amigo, um excelente ponto de partida é estudar o comportamento das pessoas com seus aparelhos, como usam, por que usam, quando usam (estudos sobre a “segunda tela” e pesquisas do Google sobre mobile commerce já podem ser um belo primeiro passo), para somente depois pesquisar que tecnologia é a melhor a ser usada. Trabalhar a plataforma mobile é trabalhar o ser humano em movimento, porque o smartphone hoje é uma extensão do nosso corpo. Saímos sem a carteira de casa, mas sem o celular, jamais.
Os jovens – e outros nem tão jovens assim – já acordam com o smartphone na mão, e são justamente esses os consumidores que não tolerarão lentidão no seu site, bug no seu aplicativo ou qualquer discurso vazio. Terão cada vez menos tempo, terão cada vez mais pressa, e sua empresa não tem outro caminho a não ser se adaptar.
Para se adaptar da melhor maneira, e aproveitar a mobilidade para vender mais, atente-se principalmente ao objetivo do projeto e ao alcance de público.

Objetivo do projeto
Pode parecer amplo demais, mas é o primeiro passo para um claro entendimento do seu produto e da estratégia correta na plataforma mobile. Se você é uma empresa de e-commerce, o seu objetivo pode ser ampliar os canais de venda, ou melhorar a experiência de compra do seu cliente em sua loja, ou até fidelizar seus consumidores com vários concorrentes investindo nessa plataforma.
Na minha visão, para qualquer e-commerce, um bom site mobile é o primeiro passo de qualquer investimento na plataforma mobile. Isso certamente aumentará os pontos de contato com seu cliente e ampliará o alcance da sua loja online. É importante que fique claro: primeiro passo não significa ser o único. Uma estratégia mobile bem desenvolvida parte da integração de iniciativas, de um mobile site bem estruturado, de um aplicativo mobile desenvolvido, de uma campanha bem feita em canais e portais móveis etc.
Aqui vão dois bons exemplos de como integrar as duas iniciativas dentro do mesmo objetivo:

- No Brasil: Netshoes. Além de terem mobile site, de fácil acesso e rápido, eles criaram um aplicativo com o objetivo de ajudar os usuários a identificar um tênis através de uma simples foto (procure por “Netshoes Click”). O site mobile é premissa, eles são achados quando o usuário busca tanto pela marca como pelo modelo do tênis em que está interessado em comprar. Já o aplicativo é um serviço que eles criaram para ajudar o seu cliente. Não tem o objetivo de vender diretamente, mas sim de fidelizar o cliente, de entregar uma experiência diferente que faça com que a pessoa sempre se lembre deles no momento de uma nova compra.
- Lá fora: Target. Além de também terem um belo mobile site, com possibilidades de fazer listas personalizadas, acesso a daily deals com frete grátis, eles também têm aplicativos disponíveis nas lojas Android e iOS, e usam o que têm de melhor: integração com features dos smartphones. Nos aplicativos, além de terem uma função de localizar lojas próximas utilizando o GPS, têm um leitor de códigos de barra, para que você use o app para consultar os valores dentro das lojas, fazendo com que seja fácil consultar estoque, adicionar o produto em alguma lista etc.
Não importa em que cenário você esteja inserido, é preciso ter muito claro o seu objetivo, pois só a partir daí você vai saber como tirar o melhor da plataforma.

Alcance de público
Se o seu objetivo ou modelo de negócio passa por alcançar o maior número possível de pessoas, é provável que seu caminho seja desenvolver um bom mobile site, já que assim você consegue ser encontrado mais facilmente.
É só pensar: quantos celulares possuem um navegador vs quantos possuem um sistema operacional atualizado para poder fazer o download do seu aplicativo? De acordo com a ComScore, no final de 2013, 30% de todas as buscas do mundo serão originadas por um dispositivo móvel.
Um site mobile pode ser encontrado em qualquer busca que o seu cliente faça pela Internet. Imagine: ele entra numa loja, analisa o preço e imediatamente tira o celular do bolso para comparar preços, ver se consegue um valor mais baixo. Ele vai no Google, procura o modelo da camisa (ou qualquer produto que você venda) e acha dezenas de links de lojas online e comparadores de preço. É neste momento que um site mobile faz toda a diferença.
Mas é preciso ter em mente que as buscas feitas através de um dispositivo móvel são muito diferentes das buscas realizadas em um desktop. Normalmente, as buscas feitas em dispositivos móveis precisam ter uma resposta muito mais rápida e direta, o cliente está em movimento, muitas vezes com pressa. Então pense em oferecer uma experiência prática, como listas prontas, carrinhos simples e informações condensadas e bem destacadas. Ele precisa da informação de forma rápida, então esqueça tudo que não faça o seu cliente achar a informação que ele precisa.

Investimento no desenvolvimento e manutenção
Esse é um fator que define muito o caminho a seguir, pois dinheiro não costuma nascer em árvore, e escolhas erradas podem ser bem desastrosas para empresas ou projetos que estão começando. Na maioria das situações, você investirá menos desenvolvendo um site mobile do que um aplicativo, e essa afirmação também se sustenta quando falamos em manutenção/update.
Muitas vezes, para mudar um layout completo num site mobile, você precisará apenas de modificar o CSS do site; já num aplicativo, será necessário um desenvolvimento mais árduo (e consequentemente de custos maiores) e feito por alguém especializado. Desenvolver uma nova funcionalidade em um aplicativo envolve uma programação mais complexa, e que com certeza pode levar mais tempo e dinheiro.
Se o seu projeto precisa de atualização de conteúdo constante, qualquer um dos dois cenários pode ser uma boa para você, já que é possível criar um aplicativo que eventualmente “puxe” informações de algum servidor na nuvem. Isso não é problema. Já mudanças estruturais, que tratam de inserir novas funcionalidades, podem levar um tempo maior e ter um custo mais elevado.

Experiência do usuário
Para cada escolha, uma renúncia. Se no tópico anterior vimos que pode ser mais barato desenvolver um site mobile, é preciso ter consciência do que se perde com isso. É sempre uma balança, há ganho de um lado, mas perde-se de outro. E nesse caso pode ser a experiência de interatividade com o usuário.
Com o aplicativo, é possível trabalhar bem a interação do usuário com sua marca através do hardware do aparelho. Por exemplo, num aplicativo, é possível puxar a agenda do usuário para fazer algum tipo de ligação (ou enviar um SMS por exemplo), ou até mesmo as últimas fotos tiradas por ele. Esse tipo de coisa só é possível num aplicativo, pois é uma funcionalidade nativa do sistema operacional, e passa por uma política de qualidade das lojas (App Store e Google Play).
Assim como a interação com o aparelho, em um site mobile não é possível trabalhar animações muito complexas, ou games de uma forma geral, pois o usuário dependerá da velocidade da Internet para rodar esse tipo de interação no aparelho. E todo mundo sabe como é o 3G aqui no Brasil, né?
Para finalizar, uma estratégia mobile bem planejada não passa só pela decisão de se fazer primeiro um site mobile ou um aplicativo. Um complementa o outro, e é necessário aproveitar as vantagens de cada um. O mundo mobile é muito mais amplo e com um potencial muito maior do que um site ou um aplicativo.
Por exemplo, através de geolocalização, você consegue oferecer descontos exclusivos para pessoas perto da sua loja física, ou até oferecer vantagens para quem está num shopping, e direcioná-lo para seu e-commerce. Através de um QR Code, você pode oferecer um acesso rápido a um serviço ou produto exatamente na hora em que seu público precisa. Quer um exemplo? A Mercedes Benz já está utilizando QR Codes em seus carros para que bombeiros possam acessar manuais estruturais do carro em caso de acidentes com necessidade de cortar a lataria. Sim, a Mercedes Benz.
Ou seja, a plataforma mobile te permite estar disponível e ser achado no momento em que seu cliente procura pelo que você vende, além de fornecer uma excelente experiência de compra e interação com sua marca que não é possível em qualquer outro lugar.
Lembre-se de que desde a antiguidade até hoje apenas uma coisa não mudou nesse cenário de vendas: quem compra é sempre uma pessoa. Ou seja, entenda bastante o que seu público procura, como ele procura e o que ele espera que você entregue, e aí surpreenda-o. É dessa forma, e não somente com a melhor tecnologia, que você vai ganhar o jogo.

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